sábado, 4 de dezembro de 2010

Mercadoria segundo Karl Marx



Karl Marx em "O Capital" define a mercadoria como tendo um duplo aspecto: a) como valor de uso, a mercadoria é algo concreto, um objeto de consumo, que pode ser imediatamente utilizado para satisfazer uma necessidade ou que pode ser consumido produtivamente - ser usado como meio de produção de outros objetos ou como matéria-prima; b) como valor de troca, a mercadoria é uma coisa que pode ser trocada por outra, diretamente - escambo - ou por meio do dinheiro. Marx afirma que, como valor de troca, as peculiaridades dos objetos são deixadas de lado para considerá-los apenas como quantidades abstratas. Por exemplo, 2 kg de arroz tornam-se iguais a uma caixa de fósforos, enquanto que, como coisas concretas (valores de uso), caixas de fósforos e sacos de arroz não tem nada em comum.
Para Marx, esses dois aspectos são constituintes de toda e qualquer mercadoria e formam uma unidade inseparável ao mesmo tempo que conflitante (contraditória). Ele define a sociedade capitalista como tendo posto o valor de uso como meio para o aumento do valor de troca, enquanto as sociedades mercantis pré-capitalistas colocavam o valor de uso como fim e o valor de troca como meio.
Em "O Capital", Marx vê a sociedade capitalista se constituindo na interação e interrelacionamento de três tipos de mercadorias (cada uma tendo o duplo aspecto de valor de troca/valor de uso), que são: a mercadoria-simples, a mercadoria força de trabalho e amercadoria-capital, sendo que esta última domina e dirige a produção e reprodução dos outros dois tipos. A mercadoria-capital consiste, enquanto valor de uso, nos meios de produção que se acumulam revolucionando-se indefinidamente, e, enquanto valor de troca, no valor que busca se valorizar indefinidamente (a mercadoria-capital não deve ser confundida com o capital propriamente dito, pois este é uma relação social, enquanto a mercadoria-capital é apenas uma coisa econômica); a mercadoria simples consiste, como valor de uso, em objetos que satisfazem uma necessidade e nas matérias primas, e, como valor de troca, no valor que desaparece com o uso ou tende a conservar seu valor ao ser usada como matéria prima; a mercadoria força de trabalho consiste, enquanto valor de uso, nas habilidades e aptidões humanas e, enquanto valor de troca, no valor que se consome na reprodução da força de trabalho (reprodução das habilidades e aptidões), isto é, o salário, mas é unicamente a utilização da força de trabalho que cria o valor que se acumula indefinidamente na mercadoria-capital. Para uma descrição da interação entre estas mercadorias, ver o artigo mais-valia.
Um aspecto fundamental para entender "O Capital", é o conceito de fetichismo da mercadoria, segundo o qual, na troca de mercadorias, a relação entre pessoas “assume a forma fantasmagórica de uma relação entre coisas”. Numa sociedade mercantil (capitalista ou pré-capitalista) ocorre que a troca de mercadorias é a única maneira na qual os diferentes produtores isolados se relacionam entre si. Dessa maneira, o valor das mercadorias é determinado de modo independente dos produtores individuais, e cada produtor deve produzir sua mercadoria em termos de satisfação de necessidades alheias. Disso resulta que a mercadoria mesma (ou o mercado) parece determinar a vontade do produtor e não o contrário. O fetichismo da mercadoria é o fenômeno social e psicológico onde as mercadorias aparentam ter uma vontade independente de seus produtores.
O desdobramento que Marx faz da crítica do fetichismo da mercadoria forma o núcleo de "O Capita" como crítica do capital, afirmando que este é uma relação social onde o trabalho morto (as coisas, os meios de produção,etc.) domina o trabalho vivo (a atividade dos homens), de modo que os homens passam a existir como meras peças das máquina e instrumentos que, embora sejam os próprios homens que as operam e produzem, formam um sistema mundial que se alimenta do trabalho vivo e busca se acumular indefinidamente.


Segmentação de mercado

Segmentar o mercado é o resultado da divisão de um mercado em pequenos grupos. Este processo é derivado do reconhecimento de que o mercado total representa o conjunto de grupos com características distintas, que são chamados segmentos.
Em função das semelhanças dos consumidores que compõem cada segmento, eles tendem a responder de forma similar a uma determinada estratégia de marketing. Isto é, tendem a ter sentimentos e percepções semelhantes sobre um rol de marketing, composto para um determinado produto.
O processo de segmento comporta 4 etapas:
1. Escolha dos critérios de segmentação
a.Critérios demográficos, geográficos, sociais e económicos.
b.Critérios de personalidade e de estilo de vida.
c. Critérios de comportamento face ao produto (Segmentação em função do estatuto do consumidor e da sua fidelização; Segmentação face ao processo de decisão; Segmentação em função das quantidades adquiridas; Segmentação em função da sua
rentabilidade; Segmentação em função das situações ou eventos; Segmentação em função dos hábitos de utilização;
d. Critérios de atitudes psicológicas relativamente ao produto;
e. Segmentação multicritérios
2. Descrição das características de cada segmentação
3. Escolha de um ou mais segmento:
- Dimensão dos diferentes segmentos
- Permeabilidade do segmento a novos concorrentes
- Recursos da empresa


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